O concelho de Santa Marta de Penaguião fica situado na parte sul do distrito de Vila Real, muito próximo de importantes centros turísticos e culturais como o de Vila Real, Peso da Régua, Lamego e Amarante. Faz parte, na sua quase totalidade, da Região Demarcada do Douro, tem a Noroeste a Serra do Marão, e encontra-se rasgado de Norte a Sul pelo rio corgo.

O concelho de Santa Marta de Penaguião estende-se por 69 Km2, com um total de 10 freguesias e 8.575 habitantes, com uma densidade populacional de 123 habitantes por Km2.

O Concelho de Santa Marta de Penaguião é no sector produtivo absolutamente marcado pela sua condição geográfica e histórica, orografia intensa e integração na Região Demarcada do Douro, o que transformou encostas inférteis em produtivas vinhas.
A paisagem é grandiosa, de socalcos e vinha que ocupam intensivamente os solos com melhores aptidões, destacando motivo de interesse para quem quiser conhecer o Douro profundo.

Santa Marta de Penaguião é um concelho com crescente procura no sector do turismo, tendo muito para oferecer, desde a sua paisagem, monumentos, Quinta e Casas de Quintas muitas delas brasonadas, tradições, histórias, artes e saberes.
As atracções turísticas neste concelho encontram-se favorecidas pela beleza do património paisagístico e religioso aí existente.

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http://www.cm-smpenaguiao.pt

A freguesia de Cumieira fica no extremo nordeste do concelho de Santa Marta de Penaguião. O seu povoamento remonta a épocas pré-históricas. No que diz respeito a vestígios arqueológicos, o Monte Maninho é um povoado fortificado da Idade do Ferro, que continuou a ser habitado na época romana e na Idade Média. Ainda são visíveis, actualmente, vestígios desse antigo povoado. Na parte superior do esporão, encontram-se à vista alicerces de construções, constituídos por seis muros de xisto com cerca de meio metro de largura e cerca de um metro de altura. Na encosta oriental, desenham-se duas plataformas delimitadas por taludes artificiais de suporte de terras ou de linhas defensivas. Na encosta ocidental, amontoam-se pedras de construção. Estas pedras fariam parte, muito provavelmente, de uma antiga linha defensiva. O primeiro documento escrito sobre a freguesia data de 1139. Trata-se de uma doação feita por D. Afonso Henriques ao Mosteiro da Ermida, do couto que nesse ano instituía sobre o rio Corgo, em terras de Panóias, de frente de Lobrigos. Nas inquirições de 1258, ordenadas por D. Afonso III, a paróquia de Cumieira era já uma realidade. Chamava-se então Santa Eovaye d’ Anduji e pertencia ao julgado de Penaguião. Como se pode ver, Santa Eulália (Santa Eovaye) era já o orago da freguesia. Quanto ao topónimo Cumieira, tem um claro sentido topográfico. Nesta altura, quase todos os topónimos desta freguesia aparecem documentados também a partir do séc. XII. Um dos lugares da freguesia, o lugar da Veiga, recebeu carta de foral por D. Manuel I em 15 de Dezembro de 1519. Era então a mais desenvolvida das povoações da área da actual freguesia. Em termos eclesiásticos, a antiga freguesia era uma abadia da apresentação da mitra da Sé de Braga. Pertenceu depois ao bispado de Lamego até à criação da diocese de Vila Real. Em termos de património edificado, as tradições históricas de Cumieira estão presentes. A começar pela Igreja Paroquial de Santa Eulália, classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1983. Terminada a construção em 1729, conforme inscrição na fachada principal, foi enriquecida na centúria seguinte com pinturas das paredes e das abóbadas, da autoria de Nicolau Nasoni. Essas pinturas, hoje em dia, já não são visíveis. É uma igreja de características barrocas e rococó. Planta longitudinal composta de nave única e capela-mor, com planimetria de tradição maneirista. A fachada principal, ladeada por duas pilastras, tem ao centro a porta encimada por um nicho com a imagem da padroeira. A torre sineira é dividida em três secções separadas por “cornijas”. Contém um conjunto de talha dourada barroca, muito rica e sumptuosa, principalmente a do altar-mor. Os marcos de demarcação da zona de produção de vinhos generosos também estão classificados como Imóvel de Interesse Público. São três marcos que assinalam, na área da freguesia, o limite da produção do vinho do Porto. Estão espalhados por outras freguesias e por outros concelhos do distrito de Vila Real. (Fonte: www.retratoserecantos.pt)