Sabrosa, está limitado a Norte pelos concelhos de Vila Pouca de Aguiar e Murça, a Nascente pelo rio Pinhão a fazer de limite natural quase na sua totalidade, a Poente, pelos concelhos de Vila Real e Peso da Régua, e a Sul pelo rio Douro.

O concelho abrange uma área de 156,5 Km2, é composto por 15 freguesias e 7.033 habitantes. Tem uma densidade populacional de 45 habitantes por Km2.

Sabrosa é um dos muitos concelhos banhados pelo Douro, que viram a sua paisagem a ser trabalhada e moldada pela força e determinação dos seus homens e que agora vêm convertida em Património Mundial da Humanidade.
O concelho ostenta na sua paisagem as marcas de milhares de anos de história, a Mamoa de Madorras e o Castro de Sabrosa são algumas das mais antigas, e monumentais demostrações de engenho e do trabalho dos antepassados.
A maioria das freguesias pertence à Região Demarcada do Douro, onde a produção de vinhos de qualidade, tanto de Vinhos do Porto, como Vinhos com Denominação de Origem Douro, é rainha.

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Terra de bons vinhos, Celeirós situa-se na parte sudeste do concelho de Sabrosa. Está incluída no Alto Douro Vinhateiro, Região Demarcada do Douro, como que «suspensa sobre o rio Pinhão, na feliz expressão de Santa Anna Dionísio. O primeiro documento relativo ao território da actual freguesia data de 1160. Nesse ano, a 4 de Dezembro, D. Afonso Henriques concedeu carta de foral à população. Era uma área de espessos matagais e a atribuição do foral teve como objectivo desenvolver a região. A Igreja Paroquial de Celeirós, consagrada a S. Pedro, tem no portal axial a data de 1777. É uma igreja de fachada-torre, faz parte de um conjunto constituído por uma moradia brasonada, a Casa da Fonte, e pela Capela de S. Francisco. O estilo arquitectónico é o joanino. Quanto à Casa da Fonte, é um dos solares mais importantes da freguesia. Com características maneiristas e barrocas, o edifício tem planta quadrangular, com pátio central a descoberto, e capela não adossada ao corpo principal. As fachadas têm dois pisos, na principal separados por friso, terminada em duplo friso e cornija, com pilastras toscanas nos cunhais e rasgada, no piso térreo, por portas de verga recta simples intercaladas por vãos e, no segundo, por janelas de sacada, encimadas por cornija contracurvada. Quanto à Capela de S. Francisco, merece destaque no interior o retábulo-mor barroco em talha dourada. A Fonte Velha de Celeirós ergue-se no limite exterior, próximo do casario da povoação. Terá sido construída entre os séculos XVII e XVIII, visto já ser referida nas «Memórias Paroquiais» de 1758. É uma fonte de espaldar, de planta rectangular e corpo paralelipipédico, com vários elementos barrocos. A cruz é recente e de tratamento grosseiro em relação ao estilo da fonte. O vinho, como se disse antes, é um dos «ex-libris» da freguesia. Produzido na Quinta do Bucheiro, deve o seu aroma e sabor macio às uvas das castas Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca e ao prolongado estágio nos velhos armazéns para posterior engarrafamento na Quinta, pós sistema automático e sanitizado, após a sua certificação oficial. Esta Quinta tem história na região. Pertencia já aos Anais da Região, propriedade que pertenceu, nos anos de Oitocentos, a Joaquim Pinheiro de Azevedo Leite Pereira. Para além do Ceirós tinto, produz vários Vinhos do Porto de grande qualidade. A ordenação heráldica da freguesia, publicada em 16 de Janeiro de 2003, é a seguinte: Armas – Escudo de azul, dois cachos de uvas de ouro, folhados de prata, entre duas chaves passadas em aspa, com os palhetões para cima, a da dextra de ouro e a da sinistra de prata, em chefe e um leão de prata, armado e lampassado de ouro, em campanha. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: ” CELEIRÓS – SABROSA “. (Fonte: www.retratoserecantos.pt)

Gouvinhas é uma freguesia do extremo noroeste do concelho de Sabrosa, muito perto dos vizinhos concelhos de Peso da Régua e Vila Real e do distrito de Viseu. A antiga freguesia era uma vigairaria da apresentação “ad nutum” do prior de Santa Maria de Goães. Mais tarde, passou a ser uma reitoria independente. Há um importante documento de 11 de Maio de 1580 que refere Gouvinhas. Nele, o papa Gregório XIII concede indulgências à Irmandade do Santíssimo Sacramento. Segundo as «Memórias Paroquiais» de 1758, Gouvinhas pertencia ao Arcebispado de Braga e ao termo e jurisdição eclesiástica de Vila Real e comarca de Lamego. Era terra do Infantado de Vila Real, na altura na posse do Infante D. Pedro. Tinha então 93 fogos e 334 pessoas. Até 31 de Dezembro de 1853, esteve integrado, para efeitos administrativos, no concelho de Provesende, extinto naquela data. Passou então para o município de Sabrosa. A Igreja Paroquial de Gouvinhas, consagrada a Santa Maria Madalena, é o mais importante bem patrimonial da freguesia. Foi construída em meados do século XVIII, sabendo-se da existência de um contrato, em 1743, com o mestre carpinteiro José da Silva, morador no lugar de Constantim, para a execução da capela-mor e sacristia por 150 mil réis. A Casa dos Morgados de Gouvinhas, construída no século XVIII, é uma casa brasonada com capela, de planta rectangular, composta por dois corpos, o principal e o piso térreo, ocupado com lojas e lagar, e capela adossada. (Fonte: www.retratoserecantos.pt)

A freguesia de Paços, uma das mais antigas do concelho de Sabrosa, fica muito perto da freguesia-sede, na margem direita do rio Pinhão. É composta pelos lugares de Fermentões, Sobrados e Vilela do Douro. O povoamento da área em que se encontra esta freguesia remonta à pré-história. As mamoas do período Neolítico e o Castro de S. Martinho, da Idade do Ferro, assim o comprovam. Plainas da Montelinha 1 é um monumento megalítico do período Neo-Calcolítico. Foi descoberto em 1990 por Huet Bacelar, que a descreveu como uma «mamoa muito arruinada» em que o seu respectivo «tumulus de terra é coberto por uma delgada couraça constituída por pedras de xisto acinzentado». O mesmo autor refere ainda a existência de uma pequena cratera de violação entulhada, onde se podia observar um esteio. Do mesmo período e sensivelmente no mesmo local é a Mamoa de Plainas da Montelinha 3. A Mamoa da Meieira, no Alto do Marãozinho, é de médias dimensões. Está localizada nas proximidades da estrada n.º 1268 que liga Abrecôvo a Vilela. Terá cerca de doze metros de diâmetro e meio metro de altura. Da câmara megalítica ainda restam 2 lajes de xisto que poderão corresponder a dois dos seus esteios. No centro do tumulus, ainda é visível uma cratera de violação. A primeira referência escrita à freguesia data de 1220, nas Inquirições ordenadas por D. Afonso II. Em 1258, nas Inquirições, a Igreja de Santa Maria de Paços possuía uma ermida, que, diz o documento, pertencera em tempos à coroa. Quanto ao nome da freguesia, aparece, pela primeira vez, em 1086, como “Palacios”. Em 1258 aparece como “Pacios”. Em 1290 surge já como “Paaços” – Paços. Em termos de património edificado, uma primeira palavra para a Igreja Paroquial de Paços, consagrada a Santa Ana. Foi construída no século XVIII através de projecto do arquitecto Francisco Correia de Matos. Situada no Assento de Paços, possui uma escultura quinhentista de Santa Maria de Paços e duas pedras de armas dos Morgados de Paços. Em relação ao Cruzeiro da Senhora dos Aflitos, o IPPAR faz dele a seguinte descrição: «Sobre soco de planta quadrangular composta por três degraus escalonados, ergue-se base quadrada e plinto paralelepipédico, com cada uma das faces decoradas com almofada côncava moldurada. Na face principal surge a imagem de Cristo crucificado em pintura muito delida sobre caveira e três cravos relevados. Envolve os dois degraus superiores do soco e estrutura do alpendre, gradeamento de ferro com portão na face posterior.» A ordenação heráldica da freguesia, publicada a 31 de Outubro de 2001, é a seguinte: Armas – Escudo de prata, uma estrela de oito pontas de azul, colocada em ponto de honra, entre dois ramos de oliveira de verde, frutados de negro, com os pés passados em aspa. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “ PAÇOS – SABROSA “. (Fonte: www.retratoserecantos.pt)

Sede de concelho, a freguesia de Sabrosa é habitada desde tempos imemoriais. O Castro de Sabrosa, conhecido também como Castelo dos Mouros ou Castelo de D. Sancha, é o seu vestígio arqueológico mais importante. Classificado como Imóvel de Interesse Público, começou a ser povoado durante a Idade do Ferro, sendo que esse povoamento continuou durante o período romano e durante a Idade Média. Está implantado num disfarçado cabeço que se desenvolve na vertente leste da serra do Criveiro. Dali se obtém una excelente perspectiva sobre o vale do rio Pinhão, ideal para a defesa do povoado. É composto por três ordens de muralhas em granito, um duplo fosso e provavelmente um campo de pedras fincadas. Do espólio recolhido neste local, salienta-se muitos fragmentos de cerâmica lisa e decorada com uma cronologia que oscila entre a Idade do Ferro e a Idade Média; um machado de ferro, moedas romanas, fíbulas, bolas de funda e algumas epígrafes. No que diz respeito ao património edificado, a Casa de Pereira está classificada como Valor Concelhio. Julga-se que aqui terá nascido Fernão de Magalhães, no último quartel do século XV. É uma casa rural de lavoura, caracterizado por pequenas aberturas e sem qualquer elemento erudito na sua arquitectura. A Igreja Paroquial, consagrada ao Divino Salvador, é um templo tardo-barroco, construído provavelmente em finais do século XVIII. Enquadra-se na tipologia das fachadas-torre. Os Paços do Concelho, o Solar dos Canavarro de Barros, a Capela de S. Roque e uma casa manuelina na rua Fernão de Magalhães são também elementos significativos do património local. (Fonte: www.retratoserecantos.pt)

S. Lourenço de Ribapinhão está situada na parte norte do concelho de Sabrosa. Como o próprio nome indica, toda a sua história está ligada à sua localização geográfica e à presença do rio Pinhão. A Fonte de Nossa Senhora da Saúde é um dos principais motivos de interesse da freguesia. Terá sido construída em finais do século XVII. Uma das primeiras referências à sua existência data de 1721 e alude às propriedades medicinais das suas águas. É uma fonte de espaldar maneirista, de planta rectangular, definido por pilastras e com capitéis jónico, que suportam entablamento e frontão. Possui duas bicas carrancas. A Capela de Nossa Senhora da Saúde deve datar do século XVII. Templo maneirista, barroco e neoclássico, merece destaque pelo interior, com os seus retábulos rococós e neoclássicos. A Capela de Nossa Senhora da Conceição, barroca e neoclássica, data de 1792, de acordo com inscrição sobre o lintel do portal. De planta longitudinal, a fachada principal destaca-se pelas pilastras coríntias nos cunhais. O interior é coberto por tecto de madeira de perfil curvo. O elemento mais valioso é o retábulo-mor oitocentista em talha policroma. A ordenação heráldica da freguesia é a seguinte: Armas – Escudo de ouro, grelha de negro posta em pala, entre dois ramos de oliveira de verde, frutados de negro, com os pés passados em aspa; campanha diminuta ondada de azul e prata de três peças. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: «S. LOURENÇO DE RIBAPINHÃO». (Fonte: www.retratoserecantos.pt)

A freguesia de Souto Maior fica na parte oriental do concelho de Sabrosa, no limite com o vizinho município de Alijó. A cinco quilómetros da sede do concelho, é constituída pelos lugares de Feitais e de Souto Maior. Algumas fortificações castrejas, no extremo sul da freguesia e no seu limite Sabrosa, demonstram a antiguidade do seu povoamento. Nomes como Antas, Lagelo ou Crestelo têm um sentido claramente arqueológico. Souto Maior, por seu turno, parece ter um sentido geográfico. Da história de Souto Maior, ressalta o facto de ter sido concelho. De pequenas dimensões, os seus limites correspondiam sensivelmente à área da actual freguesia. Recebeu carta de foral de D. Sancho I em 1196. Foi senhor da freguesia o Conde Gomes Echíguiz, da descendência dos Sousões, que era dono de uma vasta região de Ribapinhão. A povoação chamava-se então Souto de Panóias. Em termos eclesiásticos, em 1320, segundo o Catálogo das Paróquias do Reino, realizado por ordem de D. Dinis, toda a área da actual freguesia pertencia ao bispado de Braga. Referem os documentos em relação aos limites desse antigo concelho: «Pelo rio Pinhão e pela água de Rubi-Rubi, e pela bouça do Conde e pelo penedo do Furado e pelo penedo do Freixo e pela pala de Carvalho e pela ponte de Revordeiro, e daí pelo Ladário e pela pala do Conde, conforme parte com Anta, e por Currelos e pela presa de S. Martinho e pela pedreira de Cidelho, e daí conforme parte com Paços e entra em Lagelas, conforme fere no rio Pinhão, e por este acima até à foz dele.» Em termos de património edificado, uma primeira palavra para a Capela do Calvário e a Via-Sacra. Ergue-se à entrada da povoação, junto à estrada. Foi edificada em 1896, juntamente com os Cruzeiros da Via-Sacra. É um templo de planta longitudinal, simples, e de características vernáculas. A fachada principal termina em empena e é rasgada por um portal de verga recta e por um óculo circular. Sobre os cunhais da fachada, atente-se nos elegantes pináculos. No interior, salienta-se um nicho com representação pictórica e escultórica do Calvário. A antiga Escola Primária de Souto Maior foi construída no primeiro quartel do século XX. É uma escola de linhas simples e clássicas, de características utilitárias, tendo sido construída numa altura, a Primeira República, em que se verificava uma grande expansão do ensino primário em Portugal. A fachada principal é de dois panos, sendo coroada ao centro por uma sineira. O interior, cuja cobertura é em madeira, é dividido em várias salas de aula. Quanto à Igreja Matriz, consagrada a Santa Comba, data a sua construção do século XVIII. Sabe-se que um tal de António Pereira, do lugar de Pegarinhos, trabalhou como mestre pedreiro na obra em 1795, essencialmente na parte das casas paroquiais. É um templo modesto, cuja fachada principal termina em empena. Uma janela rectangular sobrepuja o portal principal. Alguns metros à frente da fachada principal, um pequeno campanário com dois sinos. (Fonte: www.retratoserecantos.pt)

Torre do Pinhão é a freguesia mais a norte do concelho de Sabrosa, situada muito perto dos concelhos de Vila Real e Vila Pouca de Aguiar. O povoado fortificado de Murada parece datar da Idade do Ferro. De dimensões médias, está situado num cabeço em esporão da Serra da Padrela. É defendido por uma linha de muralha construída que, nalguns pontos, tem dois metros de altura. O povoado encontra-se em posição dominante à Ponte do Arco e à via romana por esta servida, razão pela qual devia continuar a ser habitado durante o período romano. As primeiras informações escritas sobre a freguesia datam do primeiro quartel do século XIII. Um documento de 16 de Janeiro de 1223 refere que o abade do Mosteiro de Pombeiro concedeu carta de povoamento a três casais, Martinho Soares, Pedro Pires e Domingos Pires com as respectivas esposas, para povoarem a aldeia da Torre, tendo de pagar ao mosteiro, anualmente, seis morabitinos, três teigas de cereal e três galinhas. O objectivo, obviamente, era desenvolver uma povoação que até aí estava praticamente abandonada. Estes foros ainda se mantinham em meados do século XV, aquando da inquirição que D. Fernando da Guerra, arcebispo de Braga, mandou fazer sobre as propriedades da Mitra bracarense. Quanto à paróquia, terá sido criada, na ermida de S. Tiago, lugar da Torre, durante o século XVI. Esta paróquia resultou do desmembramento da paróquia de S. Lourenço de Riba Pinhão, também do padroado da Sé de Braga. Nos inícios do século XVIII, tinha 130 fogos. Em termos de património edificado, uma primeira palavra para o Santuário do Senhor dos Aflitos, situado no extremo da freguesia e ao qual se chega pela Estrada Municipal Torre de Pinhão – Vreia de Jales. Implantado no cimo do monte, adapta-se de forma admirável ao declive da superfície rochosa. Este templo, construído no século XX, é composto por capela de planta longitudinal. As fachadas terminam em cornija, a principal em empena truncada por sineira e rasgada por portal de verga recta. No mesmo local, terá existido em tempos uma outra capela. A Igreja Paroquial, consagrada a S. Tiago, ergue-se no centro da povoação. Construída na primeira metade do século XVIII, embora com alterações posteriores. É um templo maneirista, barroca e revivalista, de planta longitudinal, composta por nave única e capela-mor. A fachada principal termina em frontão triangular truncado por uma dupla sineira. No interior, apresenta coro-alto de madeira, um retábulo barroco (o lateral do lado da Epístola) e os restantes retábulos revivalistas. Os tectos são pintados com pintura revivalista de carácter vernacular, típicas da década de 1970. As suas casas tradicionais em granito, com telhados em colmo, são outro dos motivos de interesse da visita à freguesia. (Fonte: www.retratoserecantos.pt)

Paradela de Guiães é uma freguesia do extremo ocidental do concelho de Sabrosa, no limite com o vizinho município de Vila Real. Situada no vale do rio Ceira, dista nove quilómetros da sede do concelho. O nome da freguesia, Paradela, é da mesma família de Parada e está relacionado com está relacionado com um foro medieval, que consistia em terem os vassalos, enfiteutas ou colonos, e mesmo os párocos rurais, e mosteiros (com respeito aos seus bispos), preparados e prontos certos mantimentos (ou dinheiro para eles) e aposentadoria para os seus respectivos senhores (e bispos, tratando-se de mosteiros) e sua comitiva. No fundo, parada era a refeição que os habitantes de uma aldeia eram obrigados a dar aos seus Senhores. Outros autores, no entanto, preferem a teoria segundo a qual Paradela alude a uma parede ou um qualquer muro de fortificado castrejo. Assim sendo, estaria comprovada, só pela toponímia, a antiguidade do povoamento da área onde se situa hoje esta freguesia. Quanto a Guiães, parece ser um nome de origem germânica. O genitivo de algum possessor, Gogilanes, que por aqui andou na Baixa Idade Média e teve a sua villa e os seus terrenos. Uma das primeiras referências escritas à freguesia data de 1258, ano em que se realizaram as Inquirições de D. Afonso III. Nessa altura, Paradela de Guiães, bem como grande parte do actual concelho, era uma «villa» rústica povoada por homens ao serviço de D. Lopo Nunes e a sua filha, D. Sancha. Em termos administrativos, Paradela de Guiães esteve integrada, ao longo da Idade Média, no julgado de Panóias, dominado em grande parte pela estirpe dos Sousões. Mais tarde, foi do concelho de Provesende até à sua extinção, ocorrida a 31 de Dezembro de 1853. A partir daí, transitou, definitivamente, para o município de Sabrosa. Em termos de património construído, os bens mais importantes são aqueles que estão relacionados com Bento da Rocha Cabral, um benemérito natural da freguesia, que fez fortuna no Brasil como comerciante e regressou a Portugal para distribuir parte da sua riqueza. Em Paradela de Guiães, a Fonte, o Cruzeiro e a Escola foram construídas a expensas suas. Quando morreu, em 1921, deixou à freguesia setenta contos, valor muito considerável para a época. A Fonte Bento da Rocha Cabral está situada no centro da povoação, adossada à fachada lateral direita da Capela do Solar dos Pessanhas. Foi edificada na primeira metade do século XX (1905) por Anastácio Pinheiro, um artista da Régua. É uma fonte revivalista, de espaldar, com características rococó. Termina em empena recortada, formando como que lanços marcados pelas bicas, decoradas por conchas e pelas volutas laterais. Junto a esta fonte, encontra-se o Solar dos Pessanhas, brasonado e com acesso ao interior por portão armoriado. A Capela que lhe está anexa termina em empena. É rematada na extremidade por quatro pináculos. O Cruzeiro do largo do Eiró foi construído em 1875. É um monumento neoclássico de caminho – plinto rectangular, coluna de ordem toscana e braços quadrangulares. (Fonte: www.retratoserecantos.pt)

Vilarinho de S. Romão situa-se na parte oriental do concelho de Sabrosa, para sul do mesmo. Fica na margem direita do rio Pinhão, afluente do rio Douro. O seu povoamento remonta à pré-história. O povoado fortificado do Monte de S. Pedro começou a ser povoado na Idade do Ferro e esse povoamento prolongou-se pelo período romano. No seu interior, foram encontrados à superfície abundantes fragmentos de cerâmica romana e urnas funerárias. Em finais do século XIX, ainda eram visíveis partes da muralha defensiva. Deveria ficar num cabeço sobranceiro ao rio Pinhão, em frente à aldeia de Paradelinha, mas a inexistência de vestígios na actualidade dificulta que haja certezas sobre este assunto. A freguesia é referida pela primeira vez nas Inquirições de 1220, de D. Afonso II. Era uma das terras iniciais de Panóias. Em 1706, a igreja era do padroado de Santo Eloi, da cidade do Porto, dos religiosos de São João Evangelista, cujo reitor apresenta um religioso da Ordem pelo prazo de três anos. Para quem quer pernoitar na freguesia, não pode deixar de ser destacada a Casa de Vilarinho de S. Romão. Trata-se de uma unidade de turismo de habitação, construída no século XVII e recentemente adaptada às novas funções. A capela da casa é ainda mais antiga, pois foi fundada em 1462. Actualmente, dispõe de seis quartos com WC privativo e um ambiente de luxo que só tem paralelo na beleza das paisagens exteriores. Continuando na senda do património, temos também a Igreja Paroquial de Vilarinho de S. Romão. Foi construída em 1743, segundo inscrição no portal axial. De características maneiristas e barrocas, apresenta planta longitudinal, composta por nave e capela-mor. A fachada termina em frontão de lances e é rasgada por um portal de verga recta. Tem adossada torre sineira de três registos, mas de época posterior à da própria igreja. A Capela de Santo Amaro, no lugar da Paradelinha, situa-se num pequeno esporão do planalto à entrada do povoado, sobranceiro ao vale do rio Pinhão. Foi construída no século XVIII. O Solar dos Pereiras Lagos localiza-se junto à estrada que atravessa a povoação de Vilarinho de S. Romão. Construído no século XVII, foi reformado no século XVIII. É um solar de grande simplicidade estilística, de características maneiristas, que segue a organização social típica da região. No piso térreo, as lojas e oficina vinária; no andar nobre, a zona habitacional. Exteriormente, a maior preocupação decorativa recai no portal principal, que ainda assim é muito sóbrio. A Fonte das Lavandeiras data de 1893, conforme inscrição num dos espaldares da ponte. Em 1926, foi reformado. Na segunda metade do século XX, foi construído o alpendre do tanque e arranjada a sua envolvente, com a colocação de uma pérgula, uma mesa e bancos de pedra. A ordenação heráldica da freguesia, publicada a 10 de Outubro de 2000, é a seguinte: «Armas – Escudo de ouro, uma batateira arrancada de verde, com cinco tubérculos de vermelho, entre dois cachos de uvas de púrpura, folhados de verde, em chefe e três girões de vermelho em campanha. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco com a legenda a negro em maiúsculas : “ VILARINHO DE S. ROMÃO“.» (Fonte: www.retratoserecantos.pt)