Peso da Régua Território
A cidade de Peso da Régua pertence ao distrito de Vila Real e está situado na margem direita do rio Douro e é limitado a Norte pelo concelho de Santa Marta de Penaguião, a Este pelo concelho de Sabrosa, a Sul pelo rio Douro e a Oeste pelo concelho de Mesão Frio.
O concelho tem 8 freguesias e de acordo com os dados de 2001, residem 18.761 espalhados por 96,1 Km2. Possui uma densidade populacional de 101 habitantes por Km2.
Freguesias do Concelho da Peso da Régua
Freguesia e Concelho

É a freguesia-sede deste concelho de oito freguesias. Situa-se exactamente no centro do concelho, como que ponto de charneira e de confluência de uma vasta comunidade. Como seria de esperar, é uma freguesia fortemente urbanizada, com predominância do comércio e dos serviços.
Restauração e Turismo


A restauração, a hotelaria e o turismo, naturalmente ligado ao Vinho do Porto, são muito fortes. Toda a história da freguesia, de resto, está ligada ao rio Douro. O próprio topónimo também.
História do Topónimo

Peso era a pesagem e pagamento de impostos das cargas que se destinavam ao cais da Régua. Régua, por seu lado, era o local onde se juntavam as cavalgaduras ou récuas junto ao cais fluviais. A corruptela do tempo transformou récua em Régua.
Desenvolvimento da Freguesia
Outro dos grandes motores de desenvolvimento da freguesia, e mesmo de toda a região, foi a chegada do comboio. A via férrea foi inaugurada em 14 de Julho de 1879, trazendo para o Douro um conjunto de mais-valias económicas e sociais que transformaram por completo o quotidiano da região.
Casa do Douro

O edifício da Casa do Douro é um símbolo do poder económico da região, da importância do vinho, mas também do património edificado. É uma construção que data do segundo quartel do século XX, em granito polido e mármore, com vitrais da autoria do pintor Lino António. Nesses vitrais, é possível ver retratada a história da Região Demarcada do Douro.
Património Histórico
Para mais Informações:
Câmara Municipal de Peso da Régua;(Fonte: www.retratoserecantos.pt)

Fontelas é uma pequena freguesia do sul do concelho do Peso da Régua. Apesar dos vestígios arqueológicos não serem numerosos, sabe-se que foi habitada no período romano, a julgar pelo aparecimento de uma moeda dessa época numa escavação realizada na zona de Moledo.
Idade Média e Invasões Francesas
Património Edificado
Em termos de património edificado, a primeira palavra vai para a Igreja Matriz. Terá cerca de duzentos anos. No interior, merece destaque um altar-mor de talha renascentista.
Capela de Nossa Senhora da Graça
Parque Termal das Caldas do Moledo


Para além do património religioso, de salientar ainda um local de grande aprazibilidade: o Parque Termal das Caldas do Moledo. É um espaço de repouso e de ambiente salutar. A estância termal, ainda muito procurada, está indicada para o tratamento de afecções reumáticas, bronquites, sinusites, rinites, laringites, faringites e dermatoses.
Para mais Informações:
Junta de Freguesia de Fontelas; Câmara Municipal de Peso da Régua;(Fonte: www.retratoserecantos.pt)

A freguesia de Loureiro é detentora de uma área de 512 hectares, composta pelos povos de S. Gonçalo, Marvão, Paradela, Reguengo, Vale Escuro, Sequeirós, Quintã, Barco, Outeiro de Cima, Outeiro de Baixo, Sobre Igreja, Pinheiro, Caldeiras, Caleiro, Torre, Paredes, Roupeiro, Calvário, Granja, Cales, Romezal, Gervide, Travassos, Bugalheira, Pousa e Ribeira da Meia Légua.
História e Foral

A documentação escrita existente sobre Loureiro remonta a 15 de Dezembro de 1519, altura em que este local beneficiou do foral concedido a Santa Marta de Penaguião por D. Manuel, e assim se tornou numa abadia da apresentação dos senhores de Murça. Da freguesia sabe-se ainda que tomou parte heróica contra os franceses por altura das invasões.
Riqueza da Freguesia
Heitor Vaz Pinto d’Atayde Dá Mesquita e Vasconcelos
Em Loureiro nasceu o asceta Heitor Vaz Pinto d’Atayde Dá Mesquita e Vasconcelos, da família dos donos da Quinta de Loureiro. Esta figura marcante e reverenciada da freguesia desistiu de prosseguir os seus estudos na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra para se dedicar a Deus e ajudar os desfavorecidos e doentes. Esta decisão foi tomada aos vinte anos de idade e, desde então, o povo recorria a ele em todos os momentos de aflição.
Legado e Memória
A fama da sua bondade chegou a todo o norte de Portugal, adquirindo, depois da sua morte, o epíteto de Heitorzinho, o Justo. Foi sepultado na igreja paroquial da freguesia, onde ainda hoje acorrem pessoas de terras distantes para lhe rezarem e lhe pedir auxílio nos seus males. Permanece na memória das gentes da freguesia que todos os anos realizam uma festa em sua honra.
Citações sobre Heitorzinho, o Justo
Para mais Informações:
Junta de Freguesia de Loureiro; Câmara Municipal de Peso da Régua;
Sedielos é uma das maiores freguesias do concelho do Peso da Régua. Situa-se no extremo ocidental do município. O topónimo vem da palavra latina «Sedeelos, derivada de “setanellu”, podendo referir-se a uma espécie de nespereira, certa variedade de alho ou cebola silvestre, abundantes no local em que o povoado se formou.
História

Parte das terras que hoje formam a freguesia pertenceram a Egas Moniz, aio de D. Afonso Henriques. Comprou-as então a Múnio Peres, em 1136, por trezentos maravedis. A primeira referência documental à povoação data de 1197. Em 1205, o rei D. Sancho I, ao povoar as terras de Penaguião, organizou um pequeno Município rudimentar em que o território aforado era bastante extenso. Parte desse município correspondia exactamente ao termo de Sedielos.
Foral e Cruzeiro
Igreja Matriz

A Igreja Matriz de Sedielos, consagrada a Santa Maria, terá começado a ser construída entre os séculos XVI e XVII, embora tenha sido uma longa construção. Os altares, por exemplo, só foram colocados no século XIX. Apesar da distensão no tempo, é uma igreja de características barrocas. Tem planta longitudinal e nave única, sendo que, em termos decorativos, o interior é ricamente decorado. Integra-se na tipologia das igrejas forradas a ouro. Os retábulos laterais estão interligados com o revestimento do arco triunfal.
Capela de Nossa Senhora de Guadalupe
Capela de Santo António
Outras Capelas
Para mais Informações:
Junta de Freguesia de Sedielos; Câmara Municipal de Peso da Régua;
S. Leonardo de Galafura

S. Leonardo de Galafura é uma das freguesias do extremo oriental do Peso da Régua. Daqui se alcançam vistas extraordinárias sobre o Douro, as mesmas que Miguel Torga evocou nas suas obras. Uma necrópole medieval cristã confirma a antiguidade do seu povoamento. Classificado como Imóvel de Valor Concelhio, este conjunto de quatro sepulturas escavadas no xisto, de planta sub-rectangular, deve datar do século VII.
Vestígios Históricos

Nas proximidades, foram encontrados vestígios romanos, nomeadamente tijolos, tegulas e fragmentos de talhas romanas, o que faz pressupor que o local terá sido utilizado anteriormente. O nome da freguesia, segundo a lenda, deriva de um rei mouro que governava o fortim de S. Leonardo, chamado “Galafre”.
História Administrativa
Pontos de Interesse

Para além das sublimes paisagens, merecem destaque em S. Leonardo de Galafura os marcos que delimitam a zona de produção dos vinhos generosos do Douro, classificados como Imóvel de Interesse Público; o conjunto edificado da Igreja Matriz, Campanário e Cruzeiro, também classificado como Imóvel de Interesse Público; e ainda o Cemitério Mouro, a Quinta de Matos e as Capelas de S. Leonardo e de Santo António.
Citação de Miguel Torga



«À proa dum navio de penedos, A navegar num doce mar de mosto, Capitão no seu posto De comando, S. Leonardo vai sulcando As ondas Da eternidade, Sem pressa de chegar ao seu destino. Ancorado e feliz no cais humano, É num antecipado desengano Que ruma em direcção ao cais divino.» (Miguel Torga)
Covelinhas


Covelinhas nasceu e cresceu com vista para o rio Douro, nele reflectindo toda a sua simplicidade. Junto à margem passa a linha de caminho de ferro, que possibilita, saindo da Régua e indo até ao Pocinho, um dos mais belos itinerários ferroviários de sempre. Covelinhas é uma zona de futura expansão turística.
História Antiga
Os romanos, após a conquista da Península e a expulsão dos cartagineses, cerca de 202 AC, começaram a fortificar os povos para se defenderem dos inimigos, edificaram entre muitos crastos, o de Vilarinho dos Freires e o de Covelinhas. Já no princípio da monarquia, Covelinhas teve alguma importância, tendo-lhe D. Afonso Henriques dado foral, que se encontra na Torre do Tombo. Covelinhas foi repovoada por D. Sancho I, tendo pertencido ao concelho de Canelas, até à extinção do mesmo, em Dezembro de 1853.
Tradição Local
Para mais Informações:
Junta de Freguesia de Galafura e Covelinhas; Câmara Municipal de Peso da Régua;(Fonte: www.retratoserecantos.pt)
Moura Morta

Pequena freguesia da parte ocidental do concelho, Moura Morta terá sido, em tempos remotos, terra de grande importância. O próprio topónimo remete-nos para tempos pré-Nacionais, embora associado a lendas habituais no nosso país. Com efeito, diz-se que o nome desta freguesia derivou da lenda de uma princesa moura, assassinada neste lugar pelos Templários, por se recusar a negar a sua fé e abraçar a fé cristã.
História e Desanexação
Igreja Paroquial de Santa Comba

É o caso da Igreja Paroquial de Santa Comba, que terá sido construída ao longo do século XVII e terminada em 1724. Templo maneirista e tardo-barroco, de planta longitudinal, composta de nave e capela-mor. A fachada principal termina em empena.
Capela de S. Pedro
A Capela de S. Pedro, situada no limite exterior da povoação, foi construída entre os séculos XVII e XVIII. Já é referida nas «Memórias Paroquiais» de 1758. Arquitectura vernácula, de planta longitudinal simples, com fachada principal a terminar em empena.
Capela de S. João Baptista
Casa da Comenda e Cruzeiro dos Centenários
Vinhós

A freguesia de Vinhós, situada no extremo noroeste do concelho, nasceu a partir da desanexação da vizinha freguesia de Sedielos, em 11 de Dezembro de 1933. Fica na margem sul do rio Sermanha. É uma freguesia de povoamento pré-histórico. Foram recolhidos alguns achados isolados na povoação ao longo dos anos.
Achados Históricos
Igreja Paroquial de Vinhós
Em termos de património, uma palavra para a Igreja Paroquial de Vinhós, consagrada a S. João Baptista. Terá sido construída em 1789, de acordo com uma inscrição na fachada principal. Os retábulos parecem datar do século XIX. É um templo de planta longitudinal e nave única. A fachada principal termina em empena. No interior, merecem destaque os retábulos de talha dourada e policroma neoclássicos.
Outros Motivos de Interesse

O Cruzeiro do Senhor dos Perdões, a Capela de S. Miguel, a Capela do Senhor dos Aflitos, a Capela de Santo António e um moinho comunitário na Ermida do Marão são outros dos motivos de interesse numa visita à freguesia. Para além do património edificado, as vistas panorâmicas são de grande beleza.
Fraga da Ermida
É o caso do lugar da Ermida, situado em plena serra do Marão e onde se encontra a célebre Fraga da Ermida, onde a águia real fazia o ninho. Sítio quase inacessível, «criação caprichosa da natureza, é de grande majestade: parece um fantasma ou um velho guerreiro a dominar aquela altaneira serra do Marão.»
História de Vinhós
Localização e Características
Para mais Informações:
Câmara Municipal de Peso da Régua;(Fonte: www.retratoserecantos.pt)
A freguesia de Canelas

A freguesia de Canelas, de grandes dimensões, fica no extremo sul do concelho do Peso da Régua. É uma das mais importantes do município em termos históricos. Foi vila e sede de concelho até 31 de Dezembro de 1853, altura em que foi extinto o município. No entanto, decresceu em importância e só com o século XX avançado, em 1976, é que alcançou o estatuto de freguesia.
A freguesia de Poiares

Poiares, como povoação, é antiquíssima, ignorando-se, contudo, a data da sua fundação. O ético de Poiares é “Podiales”, de origem romana. Sabemos que foi a Ordem do Templo que a instituiu, tendo nela fundado um mosteiro. Como a população de então era pouca, os cavaleiros trataram de povoá-la por meio do aforamento de terrenos aos seus familiares, aos serventes e a outras pessoas, encarregando-se eles da construção de um templo e da constituição da freguesia em autonomia.
Tradições e História


Doações e Sedes
Imóveis de Valor
Aspetos Religiosos


A nível religioso, uma palavra para a Capela de S. Vitorino e para a de Nossa Senhora de Fátima.
Para mais Informações:
Junta de Freguesia de Poiares e Canelas; Câmara Municipal de Peso da Régua;(Fonte: www.retratoserecantos.pt)
A freguesia de Vilarinho dos Freires

Ordenação Heráldica

A ordenação heráldica da freguesia, segundo parecer emitido a 8 de Abril de 2005, é a seguinte: Brasão: escudo de vermelho, cesto de ouro, contendo frutas diversas, de ouro, prata, vermelho e púrpura, folhadas de verde e prata; em chefe, cruz da Ordem de Malta. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: «VILARINHO dos FREIRES». Bandeira: branca. Cordão e borlas de prata e vermelho. Haste e lança de ouro.
Povoamento e História


Toponímia e Antiguidade
Topónimo Freires
História Administrativa
Património Edificado
Capelas da Freguesia

Capela de S. João

A Capela de S. João, situada à entrada da povoação, foi construída em 1894. É um templo de arquitectura revivalista, de planta longitudinal simples. A fachada principal termina em empena contracurvada de cornija e rasgada por portal de verga abatida.
Para mais Informações:
Junta de Freguesia de Vilarinho de Freires; Câmara Municipal de Peso da Régua;(Fonte: www.retratoserecantos.pt)







