Murça Concelho
Freguesia de Candedo


A freguesia de Candedo encontra-se na parte sul do concelho de Murça, muito perto do vizinho concelho de Alijó. O remoto povoamento da área em que actualmente se situa a freguesia pode ser comprovado através de uma série de vestígios arqueológicos.
Castelo de Porrais
Castelo de Porrais, conhecido também, localmente, como Alto da Torre ou Alto do Castelo, foi um povoado fortificado da Idade do Ferro. A sua utilização como reduto defensivo prolongou-se pelo tempo e chegou mesmo à Idade Média. Erguido sobre um esporão com excelentes condições estratégicas e ampla visibilidade sobre o vale do Rio Tinhela, era defendido por uma muralha em “pedra seca” de xisto e granito. Uma segunda linha de muralha encontrava-se a uma cota inferior.
Vestígios Arqueológicos
Não foram muitos os fragmentos cerâmicos encontrados, sendo que os que o foram são de fabrico manual, micáceos e porosos. A Mamoa da Senhora dos Montes, em Lombo das Colmeias, data do período Neolítico e terá sido utilizada entre quatro mil e dois mil a. C.. O seu diâmetro máximo tem cerca de dezoito metros e a sua altura máxima ronda um metro e vinte. Nota-se uma grande cratera de violação na zona central e muita pedra miúda à volta devido à destruição da couraça pétrea. Servia, como é óbvio, para o enterramento dos mortos.
Achados Romanos
Da época romana são alguns achados isolados em Caldas de Carlão, na margem esquerda do Rio Tinhela, perto da sua confluência com o Rio Tua. Aqui apareceram, em finais do século XIX, diversos vestígios romanos, como moedas, cerâmicas, uma ânfora e mosaicos. A nascente, que ainda existe e que é conhecida como Fonte Santa, fazem crer que aqui pode ter existido um edifício termal do período imperial.
Ponte de Caldas de Carlão
Articulada com estas termas e, obviamente, com uma estrada a passar no local, era a Ponte de Caldas de Carlão. É uma ponte sobre o rio Tinhela, de um arco de volta perfeita, em granito, com pedra granítica aparelhada. O actual tabuleiro da estrutura, em betão, é de construção posterior.
Necrópole de Campas do Ladrilho / Serra do Alva
A Necrópole de Campas do Ladrilho / Serra do Alva data da Idade Média. Foram encontradas no local algumas campas, denominadas localmente como as campas dos mouros, embora sejam de época bem posterior. É uma freguesia com uma história importante, pois já é referida nas Inquirições de 1220, ordenadas por D. Afonso II.
Património Edificado
A área em que actualmente se encontra foi abrangido pelo foral concedido a Abreiro em 1225. Em termos de património edificado, uma palavra para a Capela de Nossa Senhora do Carmo, com os seus três retábulos em talha dourada no interior. Terá sido construída no século XVIII e remodelada em meados do século XX.
Caldas de Carlão

Não poderiam deixar de ser referidas, como é óbvio, as Caldas de Carlão, ou de Santa Maria Madalena. As suas águas têm excelentes propriedades terapêuticas a nível das doenças da pele, doenças reumáticas e músculo-esqueléticas, vias respiratórias e doenças do aparelho digestivo.
Para mais Informações
Fonte: www.retratoserecantos.pt
Freguesia de Fiolhoso


Fiolhoso é uma das mais importantes freguesias do concelho do ponto de vista arqueológico. Situa-se a sete quilómetros de Murça, perto da margem direita do rio Tinhela e no limite com o vizinho município de Alijó.
Mamoa de Alto das Madorras

A Mamoa de Alto das Madorras é do período Neolítico e terá entre quatro a cinco mil anos. É um monumento inserido numa área de pinhal e cujo tumulus apresenta um aspecto muito bizarro devido a obras que se fizeram posteriormente. Os cinco esteios, no entanto, ainda são visíveis. Uma outra mamoa, do mesmo período, é visível no mesmo local. É um monumento de planta subcircular, com catorze metros de diâmetro, levemente soerguido no terreno, mas aplanado.
Castro de Castelo dos Mouros
O Castro de Castelo dos Mouros, da Idade do Ferro, está classificado como Imóvel de Interesse Público. Nalguns troços, as muralhas ainda estão bem conservadas. O interior é de grandes dimensões e muito bem defendido do ponto de vista natural. Foi posteriormente ocupado pelos romanos e pelos povos medievais.
Necrópole de Fiolhoso
Espólio Arqueológico
Vestígios no Alto das Madorras

Tesouro de Curvas de Murça

O Tesouro de Curvas de Murça, também de datação indeterminada, trata-se de um tesouro monetário composto por um grande número de moedas. Nas Inquirições de 1220, Fiolhoso já aparece integrada no julgado de Murça. Paio Soares, um nobre de Paredes, era então a figura mais importante da povoação.
Monumentos de Fiolhoso
A Igreja e Capela de Santa Bárbara, a Capela de Nossa Senhora de Lurdes e três fontes de mergulho são os monumentos mais importantes de Fiolhoso. A ordenação heráldica da freguesia, publicada a 24 de Outubro de 2003, é a seguinte: Armas – Escudo de ouro, um ramo de funcho de verde entre dois gládios de vermelho, postos em pala. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “FIOLHOSO”.
Para mais Informações
Fonte: www.retratoserecantos.pt
Freguesia de Jou

Jou, freguesia com um nome invulgar, é a povoação mais a norte do concelho de Murça, encontrando-se já no limite com o vizinho concelho de Valpaços. É constituída pelos lugares de Aboleira, Banho, Castelo, Cimo de Vila, Freiria, Granja, Novainho, Rio, Mascanho, Penabeice, Toubres e Vale de Égua.
Vestígios Arqueológicos
Espólio Arqueológico
Pedra do Senhor João-Baptista Castelo
Necrópole de Modorras
História Administrativa
Património Edificado

Em termos de património edificado, uma primeira palavra para a Igreja Paroquial, consagrada a Santo André. É um templo seiscentista, maneirista, tardo-barroco e neoclássico devido às alterações que foi sofrendo ao longo dos anos. De planta longitudinal, com nave única e capela-mor, tem fachada principal a terminar em empena. No interior, destacam-se os retábulos laterais neoclássicos e o retábulo-mor tardo-barroco.
Fonte de Mergulho de Freiria

A Fonte de Mergulho de Freiria foi construída no século XIX, como muitas outras deste concelho. É uma fonte de mergulho com caixa de água de planta retangular, de cobertura plana em lajes de cantaria.
Para mais Informações
Fonte: www.retratoserecantos.pt
Ordenação Heráldica
Freguesia de Murça

Esta é a freguesia-sede do concelho. Fica sensivelmente na sua parte central, um pouco para sul, de onde comanda os destinos de uma vasta população.
A Porca de Murça

A Porca de Murça é o seu «ex-libris» e um dos testemunhos da antiguidade do seu povoamento. Trata-se de uma estátua zoomórfica em granito, com a forma de uma porca. Estas peças são também conhecidas como berrões. Data da Idade do Ferro.
Lagares dos Mouros
Ponte Romana
Sobre o rio Tinhela, encontra-se uma ponte romana, classificada como Imóvel de Interesse Público. É uma estrutura em arco de perfil horizontal, com um único arco de volta redonda. Já sofreu profundos restauros e reconstruções desde a época de origem. Conserva, ainda assim, um extenso troço de calçada com lajes de granito nos acessos que descem a encosta a partir do Alto do Pópulo.
Forais e Importância Histórica

Em 8 de Maio de 1224, o rei D. Sancho II decidiu povoar esta região, dando-lhe carta de foral. O foral de D. Afonso III, de 1268, veio confirmar o anterior. Recebeu ainda foral de D. Dinis, em 18 de Abril de 1304, e foral de D. Manuel I em 4 de Maio de 1512. Este conjunto de forais demonstra à saciedade a importância que Murça sempre teve para os monarcas portugueses. A edificação do Pelourinho data exactamente deste último foral.
História Administrativa
Transferência de Comarca
Descrição da Freguesia
Património Edificado


Capela da Misericórdia de Murça
Igreja Paroquial

A Igreja Paroquial, consagrada a Santa Maria, situa-se a meia encosta, a quinhentos metros de altitude. É uma igreja barroca, de planta longitudinal, composta por nave e capela-mor. A fachada principal termina em frontão triangular com nicho no tímpano. No interior, cobertura em falsa abóbada de berço, em estuque, coro-alto, púlpitos e retábulos maneiristas em talha dourada e policromada.
Para mais Informações
Fonte: www.retratoserecantos.pt
A Freguesia de Carva

A freguesia de Carva fica situada no extremo ocidental do concelho de Murça, no limite com os vizinhos municípios de Vila Pouca de Aguiar e de Alijó. Insere-se na chamada Terra Fria, entre as serras de Escarão e da Barrela. Estamos em presença de um território que teve nítida ocupação pré-histórica. O povoado fortificado de Souto de Escarão, de datação indeterminada, erguia-se no topo de um proeminente maciço granítico, a mais de mil metros de altura. O recinto, de pequenas dimensões, era defendido por uma muralha de configuração sub-circular. À superfície do solo, detectaram-se alguns fragmentos de cerâmica manual lisa, percutores e moinhos. Do local, era visível uma parte do vale do rio Pinhão e da região envolvente.
História e Foral

Os pergaminhos históricos de Carva são relevantes. Recebeu foral de D. Sancho II em 1224, embora tenha sido autenticada apenas no reinado seguinte (D. Afonso III, 1268). Já então existia aqui uma municipalização rudimentar, isto se o objectivo não era desenvolver uma terra então muito despovoada. Tiveram papel importante na atribuição do foral os Sousãos. Foi Vasco Mendes, o governador da terra de Jales, o primeiro confirmante do documento. Em 31 de Dezembro de 1853, S. Sebastião de Carva saiu do concelho de Alfarela de Jales, por extinção do mesmo, e transitou para o de Murça. Segundo as Memórias Paroquiais de 1758, Carva estava integrada no termo da vila de Alfarela de Jales.
Património Edificado

Em termos de património edificado, uma primeira palavra para a Igreja Paroquial de Carva, ou Igreja de Santa Bárbara e S. Sebastião. É um modesto templo em pedra, de fachada em empena, coroada por uma cruz e dois pináculos. A torre sineira está do lado direito da fachada, mas a alguns metros de distância. Segundo as Memórias Paroquiais de 1758, «a igreja tinha orado de São Sebastião e três altares, o de São Sebastião, o de Nossa Senhora da Anunciação e outro do Senhor Jesus.» A Capela de Santa Bárbara, a Capela de Nossa Senhora das Dores, a Capela de Nossa Senhora da Guia, a Capela de S. Bento e a Capela de Santo António são outros dois templos da freguesia com algum interesse histórico e arquitectónico.
Fonte de Mergulho da Poça

Relevante é também a Fonte de Mergulho da Poça. Adossada a um muro de alvenaria de xisto, é uma fonte constituída por caixa de água de planta rectangular. A fachada principal é em alvenaria de xisto, sendo rasgada por vão em arco de volta perfeita. Um tanque rectangular ocupa todo o interior. Terá sido construída no século XIX. No âmbito da conservação e restauro das fontes de mergulho do concelho, foi restaurada no último ano do século passado. É um testemunho importante da forma como este tipo de estruturas estava presente no dia-a-dia das populações rurais, não só nesta como nas outras freguesias da região.
Fonte Velha
A chamada Fonte Velha tem a mesma função. É uma fonte de mergulho, com caixa de água de planta rectangular, com face frontal terminada em empena recta e rasgada por arco de volta perfeita. Data também do século XIX.
A Freguesia de Vilares

A freguesia de Vilares, a última do concelho em termos alfabéticos, situa-se na parte ocidental do município, muito perto do vizinho concelho de Vila Pouca de Aguiar, na margem direita do rio Tinhela. É constituída pelos lugares de Asnela, Fonte Fria e Vilares. Toda esta região está profusamente documentada a nível arqueológico. A simples proximidade da freguesia de Tresminas, do vizinho concelho de Vila Pouca de Aguiar, seria suficiente para ter a certeza de que existiu vida humana pré-histórica no lugar onde é hoje a freguesia de Vilares.
Ordenação Heráldica
A ordenação heráldica da freguesia, publicada em 12 de Junho de 2003, é a seguinte: Armas – Escudo de ouro, relógio de sol de vermelho, realçado de negro, entre duas fontes heráldicas de azul e prata, nos cantões do chefe e uma mó de moinho de verde, aberta do campo, em campanha. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “VILARES – MURÇA”.
Origem do Nome
O nome da freguesia é relativamente comum no norte de Portugal, seja no singular ou no plural. Está relacionado com o povoamento do território nos tempos que se seguiram à fundação da Nacionalidade. «Investigadores de toponímia portuguesa consideram que o nome dado à povoação de Vilares poderá estar ligado ao sistema de repovoamento pré-nacional, pelo facto de existirem nesses tempos os Vilares, constituídos por famílias, podendo os mesmos corresponder a lugares da actual freguesia. No entanto, crê-se também que o topónimo Vilares, que actualmente indica o nome desta povoação, terá a sua origem numa ermida desses vilares, facto que terá contribuído para que fosse dado esse nome à freguesia, que poderia ainda corresponder à reunião desses vilares». (João Luís Teixeira Fernandes)
Inquirições Régias e Foral
As Inquirições régias de 1220, ordenadas por D. Afonso II, referem a localidade de Vilares como uma das «villas» daquela paróquia e deixam entrever em Vilares a existência de um rudimento de municipalização. Vários autores referem a atribuição de uma carta de foral a Vilares, por D. Afonso III, em 10 de Fevereiro de 1267, mas não parece crível que tal tenha acontecido. Poderá ter sido, sim, uma carta de foro como muitas que o Rei Bolonhês atribuiu com o objectivo de promover o desenvolvimento do território.
Património Edificado


Em termos de património edificado, a primeira palavra vai para a Capela de Nossa Senhora da Piedade, situada numa zona planáltica sobranceira ao rio Tinhela. Templo setecentista, de características barrocas, apresenta planta longitudinal simples, com um amplo vão de volta perfeita na fachada e remate em empena de cornija. No interior, salienta-se o retábulo-mor vernacular. A Igreja Paroquial da Senhora das Neves, que se encontra na periferia da povoação, foi construída, provavelmente, no século XVI e ampliada no século XVIII. É uma igreja de planta longitudinal, com sineira adossada lateralmente e fachada principal em empena moldurada. No interior, retábulos de talha pintada e dourada.
Para mais Informações
Fonte: www.retratoserecantos.pt
A Freguesia de Noura

Povoado de Estirada

Vestígios Arqueológicos
Origem do Nome
Património Edificado

Igreja Matriz

A Igreja Matriz, por seu lado, é consagrada a Nossa Senhora da Anunciação. É um templo tardo-barroco e revivalista. De planta longitudinal, composto por nave única e capela-mor. Destacam-se, no interior, dois retábulos colaterais e retábulo-mor revivalistas neobarrocos, em talha policroma e dourada.
Ordenação Heráldica
A Freguesia de Palheiros

A freguesia de Palheiros situa-se a cerca de sete quilómetros da sede do concelho de Murça. O seu orago é S. Paulo, embora na freguesia se celebrem outras romarias, como é o caso de Santo Cristo e de S. Pedro, ambos em Junho, de Santa Bárbara, em Julho, e de S. Bartolomeu, em Agosto. O topónimo Palheiros parece advir do nome comum «palha», sendo possivelmente uma referência às medas de palha, ou aos lugares onde se arrecada o colmo, habituais em freguesias rurais, como é o caso.
Geografia e Composição Geológica

A freguesia de Palheiros situa-se na Serra da Garraia, cujo pico de maior altitude ronda os oitocentos e noventa metros. A composição geológica dos seus solos é bastante variada, dominando os quartzitos e as rochas do período Ordovícico (505 a 438 milhões de anos) e Silúrico (438 a 408 milhões de anos).
Vestígios Arqueológicos

Estrutura do Povoado
Património Cultural e Edificado
Palheiros foi um curato da apresentação do priorado e da colegiada de Guimarães, passando mais tarde a vigararia. Do património cultural e edificado da freguesia, destacam-se a Igreja Paroquial, a antiga Ermida de S. Bartolomeu, a de Santa Bárbara, a de Santo Cristo e a de S. Pedro, e o já mencionado Castro de Palheiros.
Beleza Natural e Atividades Rurais

Produção Agrícola
Para mais Informações
Fonte: www.retratoserecantos.pt
A Freguesia de Valongo de Milhais

Valongo de Milhais fica sensivelmente na parte central do concelho, um pouco deslocado para norte. O povoamento inicial está presente através do sítio arqueológico de Agudinhas. Aí apareceram vestígios diversos do período Neo-Calcolítico, como um fragmento de cerâmica de fabrico manual (pré-histórica) e uma peça em quartzo com alguns retoques.
Brasão da Freguesia
História e Fundação
Valongo de Milhais consta pela primeira vez no foral de 1224, aquando do repovoamento de Murça. Desconhece-se a data exacta da sua fundação. O culto a S. Gonçalo leva alguns investigadores a pensar que já existiria nos primórdios da Monarquia, altura em que a Colegiada de Guimarães aí teria levantado a Ermida de S. Gonçalo, ainda existente. S. Gonçalo de Valongo, curato da apresentação do prior da Colegiada de Guimarães, passou depois a reitoria.
Crescimento Populacional
Características Naturais e Culturais
O Herói Milhais
O topónimo Valongo de Milhais deve-se ao facto de aí ter nascido o famoso «Herói Milhais», Aníbal Augusto Milhais, herói da I Guerra Mundial, onde se notabilizou na Batalha de La Lys, ao dizimar milhares de soldados inimigos, pondo a salvo os seus companheiros de armas. A ele se atribuiu o feito de sozinho, numa trincheira, com uma metralhadora Lotz, desbaratar uma coluna de alemães que se deslocava de mota, e outras forças de forma a retardar o seu avanço e permitir o estabelecimento das linhas aliadas a trinta quilómetros.
Reconhecimento e Homenagens
Para mais Informações
Fonte: www.retratoserecantos.pt







