Alijó Território
O Concelho de Alijó, pertence ao distrito de Vila Real e a sua sede dista a 45 km a Este desta cidade. Geograficamente é delimitada pelos rios Douro, Tua, Tinhela e Pinhão.
É um concelho rural abrange uma área de 297,9 Km2, é composto por 19 freguesias e 14.334 habitantes. Tem uma densidade populacional de 48 habitantes por Km2.
A freguesia de Alijó é a sede de um concelho de dezanove freguesias. É uma das maiores do município, a mais populosa e, obviamente, a mais importante. Situa-se sensivelmente a meio do concelho, um pouco para sul e um pouco para leste. São muitos os vestígios arqueológicos que comprovam o remoto povoamento da área em que se situa atualmente a freguesia.
Menir Neo-Calcolítico de Cruzeiro de Presandães
Este monumento foi esculpido a partir de um outro menir proveniente da zona da Burneira. Era conhecido pela população local sob a designação de «pedra encantada».
Anta Neo-Calcolítica de Estante Pequena
A Anta Neo-Calcolítica de Estante Pequena está hoje em dia num estado de grande abandono. Ainda é possível observar, ainda assim, três esteios e o seu tumulus. Terá pertencido a um conjunto de mamoas entretanto destruídas.
Mamoa Neo-Calcolítica de Bruneira
A Mamoa Neo-Calcolítica de Bruneira, de médias dimensões, tem cerca de dois metros de altura e vinte de diâmetro. Apresenta vestígios antigos de cratera de violação. Localiza-se numa vasta chã na zona Sul da serra da Burneira.Povoado Fortificado da Serra da Burneira
Da Idade do Ferro, temos o povoado fortificado da Serra da Burneira. Está implantado num monte granítico com excelentes condições de controlo geoestratégico sobre a área em redor. Todo o monte parece ter sido ocupado. A meio da encosta, é possível observar grandes quantidades de derrubes de pedra partida, que são restos de uma primeira linha da muralha defensiva. Mais acima, existiria uma segunda linha de muralhas.Necrópole Neo-Calcolítica de Serra do Vilarelho
A Necrópole Neo-Calcolítica de Serra do Vilarelho, entretanto destruída, era composta por oito monumentos megalíticos. A pedra dos esteios e da laje de cobertura ainda é visível no local.Período Romano e Outros Vestígios
Do período romano temos a Via de Tapada Velha. No sopé do Castro de Vilarelho, foi identificado um troço de calçada em lajes graníticas, que devia estar relacionado com a estrada imperial que entrava no concelho de Alijó por nordeste e que depois descia a Sanfins e atravessava o rio Pinhão. Uma palavra ainda para a atalaia medieval da Carvalheira; para uma inscrição de época indeterminada no Caminho de Sanfins; e para uma lasca de sílex cuja datação também permanece ignorada.
História de Alijó
O verdadeiro povoamento de Alijó iniciou-se em 1225, quando D. Sancho II mandou povoar a localidade. No mesmo ano, em abril, o monarca concedeu-lhe carta de foral. Em 15 de novembro de 1269, D. Afonso III também concedeu foral à vila, e o mesmo fez D. Manuel I em 10 de julho de 1514.Património Edificado
Em termos de património edificado, o Pelourinho, classificado como Imóvel de Interesse Público, representa a independência municipal de Alijó. É um pelourinho revivalista de chapa rasa. A Igreja Matriz é barroca e neoclássica e nela se destacam os retábulos em talha dourada e policroma.
(Fonte: www.retratoserecantos.pt)
Favaios é uma das freguesias mais importantes do concelho de Alijó, especialmente em termos turísticos, sendo reconhecida como uma significativa Aldeia Vinhateira. Localizada na parte sudoeste do município, em plena serra do Vilarelho, Favaios faz fronteira, em uma pequena extensão, com o concelho de Sabrosa.
Origem Histórica de Favaios
O Moscatel de Favaios
Um dos produtos mais famosos de Favaios é o Moscatel, um aperitivo que se destaca por suas características únicas, resultantes do microclima da região. Com um sabor glicerinado, notas de mel e compotas, o Moscatel apresenta uma cor ouro brilhante e um aroma de casta evidente, com sutis toques de laranja e mel.
A Adega Cooperativa de Favaios, onde este néctar é produzido, é uma visita obrigatória. Fundada em 1952, a adega conta atualmente com mais de oitocentos associados e recebe as colheitas de setecentos hectares de vinha. Além do Moscatel, é conhecida pelos vinhos do Porto Ruby e Tawny.Vinhos e Gastronomia
O vinho maduro tinto «Encostas de Favaios» é uma excelente escolha para acompanhar as refeições do dia a dia. Desde 2001, Favaios integra o programa «Aldeias Vinhateiras», que visa a regeneração e valorização das aldeias do Douro Vinhateiro, promovendo a revitalização socioeconômica e o fortalecimento do turismo na região.
Outro destaque é o famoso pão de Favaios, também conhecido como trigo de quatrocantos. Cozido a lenha em várias padarias da freguesia durante a madrugada, este pão é transportado para o Porto e outras cidades do país, onde é muito apreciado. Aqueles que já viveram ou pernoitaram em Favaios sabem como é delicioso ir buscar o pão quentinho, recém-saído dos fornos.Patrimônio Edificado de Favaios
Em termos de patrimônio edificado, destacam-se os marcos de demarcação da zona de produção de vinhos generosos, um conjunto de quatro marcos classificados como Imóvel de Interesse Público, colocados em 1757 após a criação da Região Demarcada dos Vinhos do Douro.
O Cruzeiro de Favaios, datado de 1885, é um típico cruzeiro de caminho, com plinto decorado por molduras, coluna de fuste estriado e capitel octogonal. A Fonte de Além da Fonte e a Fonte de Favaios são do período contemporâneo.
Além disso, a Igreja Paroquial, consagrada a S. Domingos, a Capela de S. Paio, a Capela do Senhor Jesus do Outeiro, a Capela de Santo António e a Capela de Nossa Senhora das Neves, juntamente com várias casas senhoriais, completam os motivos de interesse numa visita a Favaios.(Fonte: www.retratoserecantos.pt)
Situada na margem direita do rio Tinhela, a freguesia de Pegarinhos limita a norte o concelho de Alijó e apresenta longínquas marcas de ocupação territorial ainda hoje perceptíveis na paisagem montanhosa que a circunda. Os rituais pagãos que, desde a pré-história recente, tinham lugar nesta região marcam um sistema de povoamento regular que aproveitava os recursos que a terra e a rede hidrográfica do Tinhela ofereciam.Arte Rupestre e Povoamento Antigo
Esses rituais estão bem evidenciados nas estações de arte rupestre da Botelhinha e da Igrejinha, onde são visíveis, nos batólitos graníticos que cobrem a serra da Botelhinha, gravações de cruzes, motivos raiados, reticulados e ferraduras. Essas marcas atestam, pela tipologia que apresentam, uma contínua utilização do sítio, bem como a afirmação de um sistema de povoamento mais vinculado à terra.Castros da Idade do Ferro
Referimo-nos, portanto, aos castros da Idade do Ferro, que posteriormente foram absorvidos pela máquina conquistadora romana. O Castro de Vale de Mir e o Castelo de Castorigo são, nesta freguesia, os exemplos mais marcantes, pois a localização destes sítios no alto dos montes confere um caráter guerreiro aos povos que ali habitavam.Influência Romana e Conexões Regionais
Patrimônio e Cultura Local
Outros elementos patrimoniais marcam a paisagem de Pegarinhos. Destacam-se a ponte de pedra sobre o regato do Souto, a Igreja Matriz de 1804, que possui cruzes em pedra no adro, datadas de 1871 com as iniciais “OPMTO”, o cemitério, as casas senhoriais que ladeiam o largo principal, as alminhas e nich as de alminhas que acompanham os caminhos mais recônditos, as capelas de São Francisco e de São Bartolomeu, e o Santuário da Nossa Senhora dos Aflitos, que é alvo de uma orgulhosa romaria todos os anos no último domingo de agosto desde 1835. Também se destaca o nicho do Santo Cristo em Vale de Mir, datado de 1744.
Pinhão, uma freguesia encantadora do concelho de Alijó, está situada na margem direita do Rio Douro e ocupa uma área de cerca de 300 hectares. As freguesias vizinhas incluem Vale de Mendiz, Vilarinho de Cotas, Casal de Loivos, Valença do Douro, Covas do Douro, São Cristóvão do Douro, Gouvães do Douro e Ervedosa do Douro. Localiza-se a apenas 17 km da sede do concelho e a 38 km da sede do distrito, Vila Real.
Origem do Nome e Geografia
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O topónimo “Pinhão” deriva da foz do Rio Pinhão, um afluente do Rio Douro. Este rio nasce na aldeia de Raiz do Monte, na freguesia de Mina de Jales, e atravessa diversas localidades, como Souto Escarão, Pinhão Cel, Balsa, Torre de Pinhão, Parada de Pinhão, Cheires e Vale de Mendiz, antes de desaguar no Pinhão.
História e Desenvolvimento
Historicamente, Pinhão era um pequeno lugarejo ribeirinho, habitado por pescadores. Os barcos da região não apenas se dedicavam à pesca, mas também ao transporte de pessoas, animais e mercadorias entre as margens dos rios Pinhão e Douro.Antigamente, o acesso a esta povoação era feito por uma via romana que ligava Sabrosa à margem direita do Rio Pinhão, ou por Murça, passando por Favaios, Vale de Mendiz, Vilarinho de Cotas e Casal de Loivos. Os viajantes desciam a encosta até à zona da Praia, onde se armazenava tudo o que era destinado ao embarque ou desembarque nos barcos rabelos, no Rio Douro. Com o tempo, essa estrada passou a ser conhecida como “Estrada Real”.
A Produção do Vinho Fino

As margens do Rio Douro começaram a ser cobertas de vinhedos, dando origem ao famoso Vinho Fino de qualidade superior. A designação “Vinho do Porto” começou a surgir em 1678, quando alguns ingleses se estabeleceram na região. O transporte do vinho para Vila Nova de Gaia era realizado por barcos rabelos, transformando Pinhão em um importante entreposto de Vinhos Finos.
Importância Económica e Reconhecimento

Em 1870, os concelhos de Sabrosa e Alijó foram conectados por uma ponte de cantaria sobre o Rio Pinhão. A localização privilegiada de Pinhão e a relevância dos seus transportes foram fatores cruciais para o desenvolvimento deste aglomerado, que rapidamente se tornou um Centro Económico Geográfico da Região Demarcada do Vinho do Porto.Pinhão foi elevada a freguesia em 23 de setembro de 1933, pelo Decreto-Lei nº 23057, e a vila em 20 de junho de 1991, conforme registrado no Diário da Assembleia da República, I Série, nº 96, de 21 de junho do mesmo ano.A Assembleia da República, utilizando a faculdade exclusiva conferida pela alínea n) do Artigo 167 da Constituição da República Portuguesa, deliberou em reunião plenária de 20 de junho de 1991, elevar a localidade de Pinhão a vila. Este evento está documentado no Diário da Assembleia da República, I Série, nº 187, de 16 de agosto de 1991.
Património Cultural e Inovações
(Fonte: www.retratoserecantos.pt)
Sanfins do Douro surge ao passante, encavalitada numa colina, entre belas vinhas e extensos olivais. Esta freguesia foi habitada desde os tempos pré-históricos, especialmente no período neolítico, como comprovam machados de sílex que aí foram encontrados. Posteriormente, a presença romana também deixou marcas evidentes, com o aparecimento de moedas no castro, assim como pontes e vias romanas.
Origem do Topónimo
Atividades Económicas
Património e Festividades
O orago desta Freguesia é Nossa Senhora da Assunção e tem uma das romarias mais conhecidas e frequentadas do país, realizada no segundo fim-de-semana de Agosto em honra da padroeira de Nossa Senhora da Piedade. Curiosa é a forma como o andor desta última é disputado. No dia da procissão, dois grupos da vila, denominados de “Grupo novo” e “Grupo velho”, disputam o direito e o prazer de transportar o andor com perto de mil quilos pelas ruas, através de um leilão. O grupo que oferecer mais dinheiro ganha esse direito.
Património da Vila
Quanto ao património desta aprazível vila, destacamos o seguinte: igreja matriz, residência episcopal, capela de São Tiago, Santuário de Nossa Senhora da Piedade, ponte e calçada romana, fontes, cruzeiros, alminhas, marcos pombalinos, solar dos Condes de Vinhais, casas senhoriais, entre muitos outros.
A Freguesia de Santa Eugénia encontra-se situada a nordeste de Alijó e desfruta de uma belíssima paisagem do sopé do monte de Santa Bárbara. Passou várias vezes do Concelho de Murça para o de Alijó, ficando definitivamente ligado a este em 1885. Esta povoação fica situada no limite da região Demarcada do Douro e faz a transição entre as paisagens durienses e as marcadamente transmontanas que tanto caracterizam este concelho.
Culturas Principais
Património Cultural
Pontos de Interesse
A fonte, a Laje do Concelho, o Cruzeiro com cruz de grande trabalhado e o Chafariz merecem uma visita.
Festa Anual
São Mamede teve o seu primeiro Foral ainda no Condado Portucalense de Dona Teresa e o seu segundo Foral, primeiro de Portugal pelo rei D. Sancho I em 1162. Teve ainda Foral dado pelo rei D. João II, altura em que foram construídos os edifícios da Câmara e do Pelourinho, ainda existentes.
História e Autonomia
Pertencente ao Arcebispado de Braga, independente do Concelho de Alijó, assim permaneceu até às guerras liberais de 1850, perdendo a sua autonomia. Situado a Sudoeste do Concelho, é de origem muito remota como prova não só o couto que lhe foi atribuído, mas também o seu nome (São Mamede) que pertenceu a um mártir de culto muito antigo.
Festa Anual
Património
Quanto ao património, possui uma igreja matriz, várias fontes, ponte e calçada romana, um pelourinho integrado nos antigos paços do Concelho, assim como azenhas e belíssimas “vistas” para o vale do rio Tua.
Culturas Principais
Aspetos Culturais
De destacar os importantes aspetos culturais ligados à arte de representação, como as tradições ancestrais, inicialmente representando as suas peças ao ar livre, no largo do Pelourinho, assim como, de carácter musical com uma banda de música bicentenária (1799).
Amieiro, uma das mais pequenas freguesias do concelho de Alijó, fica situada no extremo oriental do concelho, também no limite com o vizinho distrito de Bragança. Em meados do século XVIII, a freguesia pertencia ao Arcebispo de Braga e ao termo de Alijó. Segundo as «Memórias Paroquiais» de 1758, situava-se junto ao rio Tua, num sítio profundíssimo e triste cercado por todos os lados por montes aspérrimos, não se descobrindo desta “gruta ou fojo” povoação alguma.
Acesso e Comunidade
Património
Capela de Nossa Senhora da Conceição
A Capela de Nossa Senhora da Conceição terá sido construída em finais do século XVIII. Em 1758, de acordo com as Memórias Paroquiais, ainda não o tinha sido. É um templo maneirista, de planta longitudinal simples, com nave e capela-mor. A fachada principal termina em empena truncada por sineira e é rasgada por um portal de verga reta.
Escola Primária do Amieiro
História e Povoamento
Criação Paroquial e Património
Produção Agrícola
Tradições e Festividades
Freguesia de Cotas
Culturas e Património
Festas e Romarias
Potencial Turístico
Pópulo, do latim “Populum”, fica situado, de acordo com a memória do Padre Gonçalo Domingos, pároco desta Freguesia em 1758, “em uma campina alta e áspera, ficando-lhe um levantado monte de fragas ao sudoeste e outro ao nascente, ambos fortificados pelos povos pré e proto-históricos, especialmente o segundo, chamado antigamente de Castelo de S. Marcos”. Junto ao Castro de S. Marcos, existia a remotíssima ermida de Santa Maria do Pópulo, o mais antigo templo, certamente, dos povos cristãos que aqui estacionaram.
História e Atividades Agrícolas
Festa Anual
A festa anual em honra de Nossa Senhora da Boa Morte é realizada no primeiro domingo de setembro, junto do Castelo da Freguesia do Pópulo.
Património
Freguesia de Ribalonga
Situada na parte norte do concelho de Alijó, Ribalonga, pertencia no século XIII à paróquia de Vila Chã. O orago desta freguesia é Santa Ana, mãe de Maria e avó de Jesus. De acordo com uma lenda da Idade Média, Joaquim e Ana viviam muito tristes, porque não conseguiam ter filhos, já que eram estéreis. Joaquim decidiu, então, dirigir-se para o deserto, onde passou quarenta dias em jejum e oração. Terminados esses quarenta dias, apareceu-lhe um anjo anunciando a chegada de um filho. De facto, Ana ficou grávida e nasceu uma bela menina, à qual deram o nome de Maria.Importância Histórica e Atividades
Património
Quanto ao seu património, possui uma igreja do século XVII (1683) de estilo barroco; miradouro; fonte dos namorados; cruzeiro vermelho; o cabeço do tambor; pedra formosa (com trabalho e decorações típicas de um balneário castrejo).
Fronteiras da União de Freguesia
Vale de Mendiz terá ascendido a sede de Freguesia nos finais do século XVII ou inícios do século XVIII, pertencendo até então à freguesia de Gouvães do Douro, do Concelho de Sabrosa. Outros historiadores defendem que Vale de Mendiz faria parte do Concelho de Favaios, extinto em 1853.
Situado no “Coração do reino do Vinho do Porto”, dista cinco quilómetros do Pinhão e doze de Alijó e possui uma das mais bonitas paisagens da Região Demarcada do Douro, podendo ser admiradas por vários miradouros.
Quanto ao surgimento do seu topónimo, supõe-se que advenha de “Mem Diz” (abreviatura de Mendo Diniz) que consta ter sido o seu fundador.
Quanto ao património, além das suas belíssimas paisagens, tem uma igreja de 1887, marcos pombalinos a delimitarem a Região Demarcada do Douro, e várias quintas, que são a referência no sector vitivinícola.
Festividades: Nossa Senhora dos Aflitos celebrado no dia do Corpo de Deus. No dia 4 de Agosto festeja-se S. Domingos de Gusmão, padroeiro desta localidade.
Casal de Loivos
Nem sempre foi sede de Freguesia, como nem sempre pertenceu ao Concelho de Alijó, tem no entanto, uma origem muito antiga, como prova o Foral datado de 1160, dado por D. Afonso Henriques, a Celeirós. Casal de Loivos aparecia como pertencente à Freguesia de Vilarinho de S. Romão.
A via popular explica o surgimento da povoação da seguinte forma: “A dada altura, no lugar da Roêda, existia uma pequena casa que servia de abrigo aos que da terra tratavam. Para aí veio viver um casal do lugar de Loivos, localidade de Chaves, daí o seu nome. A povoação foi forçada a mudar de local devido a uma praga de formigas, deslocando-se para um local mais rochoso da área, deixando o melhor solo para a agricultura.
Vilarinho de Cotas
Situada na parte Sul do Concelho de Alijó, Vilarinho de Cotas situa-se em pleno “Coração do Reino Duriense”.
A humanização desta Freguesia remonta há muitos séculos, como o provam as construções castrejas e os vestígios de ocupação romana. Com a invasão da Vila de Favaios pelos Mouros, Vilarinho de Cotas viu a sua importância a aumentar com grandes deslocações de fugitivos que se instalaram aqui.
Por esse motivo, Vilarinho de Cotas esteve ligada até meados do Século XVIII à vigararia da Vila de Favaios e era da apresentação “ad nutum” do arcebispo de Braga, passando depois a vigaria independente.
No que respeita ao património, possui uma igreja matriz de 1568.

A freguesia de Vila Chã encontra-se na parte centro-norte do concelho de Alijó, na fronteira com a freguesia-sede. A Anta da Fonte Coberta é um dos mais importantes vestígios arqueológicos do concelho. Está classificada como Monumento Nacional.
Trata-se de um dólmen de grandes dimensões, de planta poligonal, que conserva ainda os sete esteios, a laje de cobertura e um pequeno corredor, formado por dois esteios deitados. Num dos esteios, existem vestígios de pinturas em cor vermelha. Em alguns dos esteios, existem também algumas gravuras insculpidas, como pequenas covas e alguns sulcos. Em redor, são várias as rochas com arte rupestre.
O primeiro grupo, com as rochas um, dois e três, está ao lado da Anta da Fonte Coberta. O segundo grupo, com as rochas cinco, seis e sete, está a cerca de quatrocentos metros a Nordeste da anta, do outro lado da estrada. A rocha quatro aparece isolada, entre a anta e o segundo grupo.
Sítios Arqueológicos e Património Edificado
A Quinta do Ferrocinto é um sítio arqueológico de origem romana. Aí foram recolhidos vários fragmentos de cronologia romana, que apresentavam as superfícies e os bordos muito rolados. Também do mesmo período é a via de Pegarinhos / Ponte Magusteira. Um troço da antiga via, com cerca de trezentos metros, e uma ponte que apresenta duas fases de construção. A mina da Monteira também data da época imperial.
Em termos de património edificado, uma palavra para o Pelourinho de Vila Chã, classificado como Imóvel de Interesse Público. Simboliza a autonomia municipal da actual freguesia. Saliente-se que Vila Chã foi concelho desde a concessão da carta de foral por D. Afonso II em 1217. A sua extinção ocorreu nos inícios do século XIX.
(Fonte: www.retratoserecantos.pt)
Situada na parte Norte do Concelho de Alijó, em lugar alto, plano e frio, perto da margem esquerda do rio Pinhão, a Freguesia de Vila Verde fez parte das vastíssimas terras de Panóias até aos séculos XVII – XVIII, passando em seguida a Curato anexo à reitoria de Três Minas, sendo depois reitoria.
A povoação desta Freguesia tem vários séculos de existência como provam aliás vestígios castrejos, casas tipicamente transmontanas, de pedra da região e inúmeros monumentos.
Arquitetura e Cultura
Nesse capítulo, as casas feitas de pedra com varandas em lages horizontais na parte frontal da casa são um belíssimo exemplo de casas transmontanas que se mantiveram ao longo dos séculos, sem grandes alterações de construções modernas, em especial na parte velha da aldeia.
É a Freguesia mais vasta do Concelho de Alijó, constituída por oito aldeias. O Orago é Santa Marinha e tem uma festa anual em sua honra, juntamente com São Sebastião no segundo domingo de Agosto.
Feiras e Atividades
Aqui é realizada anualmente no dia seis de Janeiro uma feira das mais conhecidas e frequentadas da região, a feira de gado de Vila Verde. São atribuídos prémios ao melhor gado presente na feira.
As principais actividades baseiam-se no pastorício, na batata, castanha, milho e centeio.
Património
No que respeita ao património, possui igreja matriz, capela de São Gonçalo, santuário, casa dos médicos, casa paroquial, ponte romana, cerca romana, forno dos mouros, cabeço de nossa senhora, fontes, cruzeiros e vestígios medievais em todas as aldeias desta freguesia, donde se destaca a aldeia de Perafita, inspiradora de inúmeros trabalhos históricos e de programas de televisão.

Vilar de Maçada é uma freguesia da parte norte-oeste do concelho de Alijó. Está no limite deste concelho com o vizinho município de Sabrosa. O Alto da Muralha / Cabeça Murada é um sítio arqueológico cujo povoamento se iniciou na Idade do Ferro e que, mais tarde, se prolongou pelo período romano. O morro granítico em que se situava, sobre a confluência das ribeiras de Monim e Ribalonga, era excelente do ponto de vista defensivo.
O sistema defensivo era composto por duas linhas de muralha, que definiam um espaço interior de configuração elíptica. Entre a primeira e a segunda linhas de muralha, um corredor que se ia alargando substancialmente para o lado nordeste e leste.
Arqueologia Romana

Junto à Igreja de Vilar de Maçada, foram recolhidas duas aras votivas romanas, uma consagrada a Júpiter e outra a uma divindade indígena denominada de Albocelus. Não se sabe do seu paradeiro actual. A ara consagrada a Júpiter teria a seguinte inscrição: IOVI OPTIM M / ALIVS REBVRRVS / REDIDI VOT[V]M.
No sítio arqueológico de Sobredo / Campo dos Mouros, existe uma sepultura medieval escavada na rocha. É antropomórfica e revela uma grande qualidade na forma como foi escavada. Apresenta rebordo alto, e não foram detectados orifícios de escoamento ou canal de drenagem. Para a sua construção, foi escolhida uma proeminente rocha de granito.
Achados Arqueológicos
Referência também para alguns achados isolados no sítio arqueológico de Francelos. Aí foi encontrada uma estela funerária romana em granito. Apesar de fragmentada, é possível ler a inscrição na sua totalidade: D M S / PATERNA / ANNORVM / XXXV.
No sítio arqueológico da Quinta das Tulhas, existia uma necrópole do período medieval. Trata-se de um povoado constituído actualmente por duas habitações e um conjunto de estruturas de apoio agrícola. Podem ser observadas, ainda hoje, duas sepulturas rupestres escavadas no afloramento rochoso. Uma delas apresenta uma tipologia rectangular, com rebordo alto, e a outra uma configuração ovalada e um rebordo aplanado.
Igreja Paroquial e Património
A fundação da paróquia é anterior à Nacionalidade, mas a primeira referência escrita data das Inquirições de 1220. Quanto à Igreja Paroquial, consagrada a Nossa Senhora da Assunção, o actual edifício data de meados do século XVII, sendo que o autor do projecto foi o arquitecto Rodrigo Franco. É um templo barroco e rococó, de planta longitudinal, composta por nave única e capela-mor.
A torre sineira está enquadrada na fachada principal. O interior tem coberturas em falsa abóbada de berço, de madeira, pintada, púlpitos e retábulos de talha dourada e policromada rococó.
Edifícios de Interesse
O Santuário de Santa Bárbara, a Casa Pizarro Portocarreiro, hoje transformada em Centro Social e Centro de Dia, o Chafariz do Largo do Adro, o Chafariz do Largo da Fonte, a Casa do Povo, a Casa da Fonte, a Escola Primária e a Casa dos Pinto Pimentel são outros dos edifícios de interesse na freguesia.
(Fonte: www.retratoserecantos.pt)








